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Acerto de contas pode ter sido o motivo da execução de "Bugrão"

Acerto de contas é a hipótese trabalhada pelo setor policial de Marechal Cândido Rondon para tentar esclarecer o assassinato de Jucelino da Maia, vulgo "Bugrão", 35 anos, cujo corpo foi encontrado na manhã de ontem.

A suposta dívida envolveria o comércio de crack e, de acordo com informações do comandante da 2ª Cia. da Polícia Militar, capitão José Osmar Novack, dois suspeitos já teriam sido detidos para averiguação.

Além dos dois elementos encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, as investigações apontam que outras duas pessoas envolvidas com o tráfico de drogas teriam ligação com a execução de "Bugrão".

Embora o trabalho policial esteja sendo mantido em sigilo, comentários dão conta que uma equipe do Serviço Reservado da PM teria apreendido um veículo suspeito de ser utilizado para o transporte do corpo da vítima.

É praticamente certo que o crime não teria ocorrido no local em que o corpo foi desovado, ou seja, em um matagal as margens de uma estrada rural da Linha Periquito, pois não havia vestígios.

Caso a perícia policial confirme que o carro apreendido tenha servido para levar o cadáver, não haverá mais dúvidas sobre os autores do crime ocorrido possivelmente há uma semana.

Jucelino da Maia, o "Bugrão", estava desaparecido desde a terça-feira da semana passada e, como não havia dado notícias, seus familiares registraram a ocorrência na Delegacia de Polícia.

Por volta das 09h30 de ontem, impressionados com o mau cheiro cada vez que passavam em uma encruzilhada, moradores da Linha Pequirito resolveram verificar o que poderia ter acontecido.

Depois de terem se deparado com o cadáver já em adiantado estado de putrefação, os agricultores entraram em contato com as Polícias Civil e Militar e passaram ligar o caso ao desaparecimento de "Bugrão".

As roupas já anteciparam a identidade na vítima, no entanto, a oficialização só aconteceu cerca de uma hora mais tarde com a chegada de familiares informados pela equipe de reportagem da Rádio Difusora.

A vítima tinha várias passagens pelo setor policial de Marechal Cândido Rondon, principalmente por lesões corporais e envolvimento com drogas, mas antes de enveredar para o crime, foi um conhecido atleta de futebol.

por Gladiston Pacheco


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