A pipa, também chamada de papagaio de papel, pandorga ou raia, é um brinquedo que voa, baseado na oposição entre a força do vento e a força da corda segurada pelo operador.
Ela tem no vento seu aliado, mesmo quando ele sopra em direção oposta. A pipa precisa do vento contrário para se manter lá em cima.
Assim são as lutas da vida, companheiras que, tantas vezes, julgamos indesejáveis, que aparentam estar nos puxando para baixo e nos atrapalhando o caminho, quando na verdade, estão nos impulsionando para frente.
Os problemas encontrados em nossa caminhada nos mostram que chegou o momento de lutar ou, caso contrário, não encontraremos as soluções desejadas.
Não tenhamos a ilusão de que alcançaremos a felicidade futura sem esforço. As dificuldades fazem parte do processo de evolução de todos nós.
Problemas de saúde, na família, desentendimentos, desequilíbrios financeiros, são mecanismos que as Leis de Deus nos oferecem para nos estimular ao avanço.
Às vezes, as pequenas aflições encontradas no presente poderão servir de experiência para enfrentarmos uma grande adversidade que nos aguarda no tempo futuro.
Toda a vida é um processo contínuo de ação. A luta é um desafio abençoado que a lei do progresso nos impõe.
Lutamos contra as nossas próprias imperfeições, pela aquisição de valores morais elevados, por nos superarmos a cada dia no campo moral, ético, físico e intelectual.
Há lutas para defender os fracos, lutas contra preconceitos de diversos tipos, lutas pela paz, lutas para vencermos todos os problemas que nos afligem.
Por isso a pergunta: você já viu uma pipa voar a favor do vento? Claro que não.
Por mais frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar levada suavemente pelas mãos de alguma corrente.
Nunca. Elas metem a cara, vão em frente.
Têm essa vaidade de abrir mão da brisa e preferir a tempestade, como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade. Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.
No fundo, todos nós deveriamos aprender já na escola a empinar pipas, para entendermos, desde cedo, que Deus só nos dá um céu imenso porque temos condições de alcançá-lo.
Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de realizá-los.
Portanto, sejamos como as pipas, que usam a adversidade para subir às alturas. Saibamos usar essas dificuldades para nos elevar e crescer na direção de Deus.
E que o nosso objetivo seja alcançar um céu de felicidade plena.