Mensagens da Difusora

Comece bem o seu dia

Pipa

maio 2nd, 2012

A pipa, também chamada de papagaio de papel, pandorga ou raia, é um brinquedo que voa, baseado na oposição entre a força do vento e a força da corda segurada pelo operador.

Ela tem no vento seu aliado, mesmo quando ele sopra em direção oposta. A pipa precisa do vento contrário para se manter lá em cima.

Assim são as lutas da vida, companheiras que, tantas vezes, julgamos indesejáveis, que aparentam estar nos puxando para baixo e nos atrapalhando o caminho, quando na verdade, estão nos impulsionando para frente.

Os problemas encontrados em nossa caminhada nos mostram que chegou o momento de lutar ou, caso contrário, não encontraremos as soluções desejadas.

Não tenhamos a ilusão de que alcançaremos a felicidade futura sem esforço. As dificuldades fazem parte do processo de evolução de todos nós.

Problemas de saúde, na família, desentendimentos, desequilíbrios financeiros, são mecanismos que as Leis de Deus nos oferecem para nos estimular ao avanço.

Às vezes, as pequenas aflições encontradas no presente poderão servir de experiência para enfrentarmos uma grande adversidade que nos aguarda no tempo futuro.

Toda a vida é um processo contínuo de ação. A luta é um desafio abençoado que a lei do progresso nos impõe.

Lutamos contra as nossas próprias imperfeições, pela aquisição de valores morais elevados, por nos superarmos a cada dia no campo moral, ético, físico e intelectual.

Há lutas para defender os fracos, lutas contra preconceitos de diversos tipos, lutas pela paz, lutas para vencermos todos os problemas que nos afligem.

Por isso a pergunta: você já viu uma pipa voar a favor do vento? Claro que não.

Por mais frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar levada suavemente pelas mãos de alguma corrente.

Nunca. Elas metem a cara, vão em frente.

Têm essa vaidade de abrir mão da brisa e preferir a tempestade, como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade. Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.

No fundo, todos nós deveriamos aprender já na escola a empinar pipas, para entendermos, desde cedo, que Deus só nos dá um céu imenso porque temos condições de alcançá-lo.

Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de realizá-los.

Portanto, sejamos como as pipas, que usam a adversidade para subir às alturas. Saibamos usar essas dificuldades para nos elevar e crescer na direção de Deus.

E que o nosso objetivo seja alcançar um céu de felicidade plena.

Balsa

abril 26th, 2012

Na História da Humanidade encontramos acontecimentos que nos levam a profundas reflexões.

Em 1816, uma fragata francesa encalhou próxima à costa do Marrocos. Não havia número suficiente de botes salva-vidas. Os restos do navio foram a única balsa que manteve vivas cento e quarenta e nove pessoas. A tempestade as arrastou ao mar aberto por mais de 27 sem rumo.

A dramática experiência dos sobreviventes impressionou a um artista: Theodoro Gericault realizou um estudo substancial dos detalhes para produzir a pintura.

Ele entrevistou os sobreviventes, os enfermos e, inclusive, viu os mortos. Horrorizado, reproduziu a íntima realidade humana nessa situação.

Seu quadro, intitulado A Balsa de Medusa, retrata não somente o naufrágio do navio A Medusa, ocorrido no dia 02 de julho de 1816, mas um acontecimento que comoveu a França e trouxe repercussões que tocaram o mais profundo da alma humana.

Na pintura, pode-se ver as diferentes atitudes humanas que se manifestam nos momentos cruciais da vida.

Alguns dos sobreviventes se apresentam deitados, em total abandono, sem reação alguma. Parecem simplesmente aguardar a morte inevitável.

Outros se mostram desesperançados, alheios aos demais. O olhar distante, perdido no vazio, demonstra que perderam a vontade de viver e de lutar.

Um punhado deles, no entanto, mantém a esperança acima de tudo. Tiram do corpo as próprias camisas e as agitam com força, fixando um ponto no horizonte, como se desejassem ser vistos por alguma embarcação, por alguém.

O curioso, entretanto, é que embora eles estejam balançando as vestes brancas, não há nenhum navio à vista. Nada que indique que eles serão resgatados.

A balsa é como o planeta Terra. Os tripulantes são a Humanidade e as atitudes que cada um toma diante da vida.

Podemos ser como os desesperançados, quando atravessamos situações difíceis e nos decidimos a simplesmente nos entregar sem luta alguma.

Podemos estar enquadrados entre aqueles que acreditam que não há solução e, assim, também não há porque se esforçar para melhorar o estado de coisas.

Podemos também ser os que duvidamos de tudo e de todos. Ou, finalmente, ser aqueles que mantemos a esperança acima de tudo, esforçando-nos para chegar à vitória, embora ela pareça estar muito, muito distante.

Afinal, decidir pela vitória em toda circunstância que a vida nos coloca é atitude de esperança.

Quando os problemas se multiplicam no norte da vida e os desafios ameaçam pelo sul, as dificuldades surgem pelo leste e os perigos se multiplicam no oeste, a esperança surge e resolve a situação.

Mensageira de Deus, ela se torna companheira predileta da criatura humana, a serviço do bem.

É a esperança que, ante os quadros da guerra, conclama ao trabalho e à paz.

Em meio ao inverno rigoroso, inspira coragem e aponta a estação primaveril que, logo mais explodirá em cores, perfume e beleza.

Por isso, nunca nos afastemos da esperança!

Ângulo

abril 18th, 2012

Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol. Um trabalhador se dirigiu para seu local de trabalho.

Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.

Ali se pôs a fazer sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus.

Ouviu, então, em meio ao silêncio, uma voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.

Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez: Venha ver a rosa.

Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.

Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.

Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.

Mas o homem não se conformou e tornou a dizer: Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.

Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?

Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem.

Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.

De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris.

Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.

E o trabalhador, extasiado, exclamou: É a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso.

É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.

O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com preconceitos, para ver o diferente e o novo.

Há uma rosa escondida em toda pessoa, que não estamos sendo capazes de enxergar.

Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diferente.

Realizemos essa experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.

O Sentido Secreto da Vida

abril 9th, 2012

A poetisa paranaense Helena Kolody nos leva, de forma magistral, a uma breve viagem pela busca de sentido na existência.

Ela apresenta a postura humilde da criatura perante seu Criador, aceitando Suas razões, Suas leis, mesmo não tendo pleno entendimento delas.

“Há um sentido profundo na superficialidade das coisas.

Uma ordem inalterável no caos aparente dos mundos.

Vibra um trabalho silencioso e incessante dentro da imobilidade das plantas:

no crescer das raízes, no desabrochar das flores, no sazonar dos frutos.

Há um aperfeiçoamento invisível dentro do silêncio de nosso eu: nos sentimentos que florescem, nas ideias que voam, nas mágoas que sangram.

Uma folha morta não cai inutilmente. A lágrima não rola em vão.

Uma invisível mão misericordiosa suaviza a queda da folha. Enxuga o pranto da face.”

O ser humano, ainda na adolescência do intelecto e na infância da moral, começa a descobrir que há um sentido profundo e maior em tudo.

Não há o acaso nem o caos na regência Divina do Universo.

A lei do trabalho diz que tudo trabalha no Cosmo. Um operar silencioso e incessante encontrado desde os seres mais simples até os mais complexos.

Tudo trabalha rumo à harmonia, à ordem, ao entendimento. Tudo se aperfeiçoa com o passar do tempo.

A lei do progresso estabelece o crescimento inevitável. É uma força viva, que pode ser apenas retardado por um tempo, mas nunca evitado indefinidamente.

O aperfeiçoamento dentro de nosso eu é a conquista das virtudes da alma.

A cada instante na vida temos oportunidades de melhorar, de nos tornarmos mais maduros espiritualmente. Essas conquistas vão nos trazendo, naturalmente, a felicidade.

A felicidade é proporcional à soma das perfeições alcançadas pela alma.

Os bons sentimentos florescem. As idéias nobres ganham asas. As mágoas sangram e se curam, cedo ou tarde.

Nenhuma folha morta pende dos galhos enfraquecidos de nosso ser, sem ser amparada por mãos seguras no caminho até o chão. Nossas lágrimas não rolam em vão.

Quando, com sabedoria, olhamos para nossa própria dor e perguntamos: O que você deseja me ensinar? – estamos dando passo decisivo para a libertação do sofrimento que ainda devassa nosso íntimo aprendiz.

Uma invisível, porém, sempre presente e misericordiosa mão, suaviza a queda da folha, enxuga o pranto da face.

A Providência Divina é a solicitude de Deus para com as criaturas.

Nunca ficamos sem consolo, sem amparo e sem abraço.-

Conforto

março 30th, 2012

Nos dias atuais, a ciência progride vertiginosamente no planeta. No entanto, à medida que se suprimem os sofrimentos do corpo, multiplicam-se as aflições da alma.

Nos países com padrão social mais elevado, impressiona o crescente número de suicídios.

Os jornais estão cheios de notícias maravilhosas quanto ao progresso material. Segredos sublimes da natureza são surpreendidos nos domínios do mar, da terra e do ar. Contudo, a estatística dos crimes humanos segue espantosa.

São frequentes as notícias sobre tragédias conjugais, traições e abandonos. Parece haver muita sede de liberdade sem responsabilidade.

As criaturas se permitem tristes inquietações sexuais, sem atinar quanto a possíveis limites. Ao muito se facultarem, no entanto, não se tornam mais pacíficas e felizes. Ao contrário, sôfregas e inquietas, passam a imagem de uma imensa carência.

Nessa onda de loucuras, surgem novas e intrigantes enfermidades, físicas e psíquicas.

A rigor, o homem moderno não se mostra preparado para viver com conforto.

Ele a cada dia mais domina a paisagem exterior, mas não conhece a si mesmo.

Quando são atendidas as necessidades do corpo, surgem imperiosas as carências da alma.

O conforto humano tende a aumentar naturalmente. Pouco a pouco, o homem disporá de mais tempo para si. O trabalho se tornará cada vez mais intelectualizado e eficiente. A democratização das informações também viabilizará o questionamento de antigas crenças e valores.

O problema reside em identificar o que convém, ante tal quadro, a um tempo perigoso e promissor.

Ressurge oportuna a reflexão do apóstolo Paulo, no sentido de que tudo nos é possível, mas nem tudo nos convém fazer.

Com horas livres e acesso à Internet, surge um mundo de possibilidades. O ser humano pode se permitir as maiores baixezas nesse ambiente virtual. Pode se viciar em pornografia, participar de conversas de baixo calão e incentivar o ódio. Porém, na conformidade do que decidir viver, terá consequências inevitáveis.

Caso se conecte com as faixas infelizes da vida, a cada dia mais infeliz será.

Assim, no pleno uso da liberdade pessoal, é o momento de decidir o que se viverá, não mais movido por convenções sociais, medo ou falta de opções.

Tudo é possível, mas convém fazer escolhas felizes e construtivas, instruir-se, voltar os olhos para o que de belo e puro há no mundo, cuidar para que as horas de folga sejam momentos de paz e aprimoramento.

Fim do Mundo

março 26th, 2012

Não é novidade a previsão de que o mundo vai acabar. As culturas milenares ou doutrinas recentes, pregadores de hoje ou profetas do ontem se fizeram arautos do fim do mundo.

Alguns previram explosões e convulsões intensas avassalando imensas regiões.

Outros, imaginaram grandes asteróides se chocando com a Terra, convulsionando de tal forma a harmonia do planeta, que a vida humana se tornaria impossível, sendo destruída em sua totalidade.

Alguns fanáticos promoveram suicídios coletivos, antecipando a catástrofe que, imaginavam eles, se daria brevemente.

Não foram poucos aqueles que marcaram data, ano, na exatidão do calendário que se escoava e que teimava em não cumprir a previsão catastrófica.

Poucos, porém, se deram conta de que o mundo há muito tempo vem acabando.

Onde está o mundo em que as mulheres não tinham direitos sociais, eram proibidas de votar, não podiam frequentar a escola?

Esse mundo acabou, resistindo apenas em alguns rincões de ignorância e miséria moral.

Como falar, então, do mundo em que as cartas levavam meses para encontrar seu destino, onde as notícias eram poucas e raras, onde se sabia de pouco e pouco se difundia?

Esse mundo também acabou, substituído por um mundo melhor, onde a tecnologia nos aproxima, nos beneficia, coloca luzes nos mais distantes lugares do mundo, minimizando as dores e dificuldades.

Analisando assim, é verdade que o mundo está acabando. Não da maneira violenta e definitiva como imaginavam tantos, nem de forma irreversível e avassaladora como pregaram outros.

É natural da evolução humana que o mundo vá se acabando, para que outro mundo se construa, na marcha inevitável do progresso e da melhora.

Mesmo a guerra, as grandes catástrofes naturais, os desastres, são previstos nas leis de Deus para que o progresso ganhe marcha e a melhora se instale para todos.

Nesses dias de transição que ora passamos, é urgente que o mundo também se acabe.

Mas esse mundo que deve ser extinto é o mundo da violência que palpita dentro de nós.

Temos que ajudar a dar fim ao mundo de injustiça que, muitas vezes, permitimos que se dê sob os nossos olhos.

Devemos colaborar para o fim de um mundo de iniquidades, de desigualdades, de fome e miséria que ainda se estende por tantas partes e para tantos.

É verdadeiramente urgente que esse mundo todo se acabe. E que um novo mundo se inicie em nossa intimidade e, aos poucos, possamos colaborar para que nosso planeta ganhe outras paisagens e outros valores.

Só assim, virá o dia em que olharemos para esses dias que agora se passam e teremos a certeza de que o mundo acabou. E que no lugar dele, um mundo de paz, harmonia e justiça se instaurou, para nunca mais acabar.-

 

Exemplo

março 20th, 2012

Um dia, uma professora pediu aos seus alunos que fizessem uma lista dos nomes dos outros estudantes numa folha de papel, deixando algum espaço debaixo de cada nome.

Depois pediu-lhes que pensassem na coisa mais bonita que poderiam dizer a todos os colegas e escrevessem-na. A professora utilizou o resto da aula para terminar o trabalho, mas na saída todos os estudantes entregaram as folhas.

Naquele fim de semana a professora escreveu o nome de cada aluno em uma folha separada e acrescentou à lista tudo que os outros tinham dito sobre cada um. Na segunda-feira seguinte deu a cada estudante a lista com seus nomes. Logo após, a classe inteira estava sorrindo.

“Verdade?” cochichavam. “Eu não sabia que era tão importante para alguém! E não pensei que eu agradasse tanto aos outros“. Eram as frases mais pronunciadas.

Passados alguns dias, ninguém falou mais daquelas folhas na classe e a professora não ficou sabendo se os meninos tinham discutido esta lição com os pais, mas não tinha importância: o exercício tinha alcançado o seu objetivo. Os estudantes estavam contentes consigo mesmos e tornaram-se cada vez mais unidos.

Muitos anos depois, um dos estudantes foi morto na guerra e a sua professora participou do funeral. Nunca tinha visto um soldado no caixão antes daquele momento: parecia tão bonito e tão maduro. A Igreja estava cheia de amigos do soldado. Todos os amigos que o amavam se aproximaram do caixão e a professora foi a última a despedir-se do falecido.

Foi quando um dos soldados presentes lhe perguntou: “A senhora foi a professora de matemática dele”? Ela acenou com a cabeça e o amigo confirmou que o falecido sempre falava muito dela. Depois do funeral, muitos dos ex-colegas de classe do jovem morto foram juntos refrescar a cabeça. Os pais dele estavam lá, esperando obviamente para falar com sua professora.

“Queremos lhe mostrar uma coisa”, disse o pai, tirando uma carteira do bolso. “Acharam isso npo bolso do uniforme camuflado dele quando foi morto. Nós pensamos que você poderia reconhecer isto”.

Abrindo a carteira, o pai tirou com atenção dois pedaços de papel que tinham sido obviamente dobrados, abertos e reabertos muitas vezes e, por causa disso, se partido em dois. A professora soube ainda antes de olhar que aquelas folhas de papel eram aquelas nos quais os colegas de classe do coloega falecido tinham escrito todos os elogios.

“Muito Obrigado por ter feito isso”, disse a mãe do rapaz. “Como você pode ver, ele preservou isso como um tesouro”.

Todos os ex-colegas começaram a aproximar-se. Um deles sorriu timidamente e disse “eu ainda tenho a minha lista. E na primeira gaveta de minha escrivaninha em casa”. A esposa de um outro ex-aluno disse que o marido lhe tinha pedido que pusesse no álbum do seu casamento e uma ex-aluna acrescentou que o seu fora preservado no seu diário. Outra companheira abriu a agenda e tirou sua lista um pouco estragada e a mostrou ao grupo, afirmando: “eu a trago sempre comigo e acho que todos nós a temos guardada”.

Naquele momento a professora sentou-se e chorou. Chorou por seu ex-aluno falecido e por todos os seus amigos que não o veriam mais.

Uma história que serve para nos fazer refletir: há tantas pessoas no mundo a quem gostaríamos de dizer algo de bom, mas por vezes nos esquecemos que a vida um dia acabará e não sabemos quando isso acontecerá.

Por isso, falemos para as pessoas que amamos, que são especiais e importantes para nós, o quanto as estimamos e amamos. Antes que seja tarde.

Lembremo-nos sempre: quem planta, colhe. Aquilo que pusermos na vida dos outros, voltará para nós.-

Preconceito

março 12th, 2012

Os pequenos gestos, tantas vezes considerados insignificantes, podem acarretar consequências. Se forem gestos infelizes, as consequências serão graves. Se forem bons, gerarão felicidade.

Um rabino que, na década de 1930, vivia numa pequena aldeia. Gostava de dar longas caminhadas pelo campo.

Era conhecido pela sua gentileza, pela forma com que a todos se dirigia. As relações entre cristãos e judeus não eram muito boas, naquela aldeia.

Mesmo assim, toda vez que o rabino passava por um camponês de nome Müeller, o cumprimentava com um sonoro Bom dia: Gute Morgen, Herr Müeller! – ele dizia.

Naturalmente que não havia resposta. O lavrador lhe voltava as costas, em silêncio.

O rabino, contudo, não desistia. Todos os dias, nas manhãs de sol, passava e cumprimentava o Sr. Müeller.

Finalmente, depois de muito tempo, o lavrador decidiu corresponder ao cumprimento. Primeiro, com um leve toque no chapéu. Depois, acrescentou um sorriso. Mais tarde, gritava de volta: Gute Morgen, Herr Rabiner.

Os anos se passaram. Chegaram os nazistas e o rabino e toda sua família foram feitos prisioneiros e levados a um campo de concentração.

O rabino foi sendo transferido de um campo para outro até chegar ao de Auschwitz.

Desembarcando do trem, ele entrou em uma enorme fila para seleção.

Enquanto caminhava ao ritmo da fila, percebeu que lá na frente estava o comandante do campo. Era ele que indicava com um bastão para onde o prisioneiro deveria ir: para a esquerda ou para a direita.

A esquerda queria dizer morte imediata. A direita garantia algum tempo de sobrevivência.

O coração começou a palpitar. A fila avançava e ele pensava: Esquerda ou direita? Morrerei ou viverei? Que tipo de homem, pensou, seria aquele comandante que assim decidia sobre a vida e a morte de outros tantos homens?

Quando estava apenas a uma pessoa de distância do oficial, afastou o medo e olhou com curiosidade para o rosto do comandante. Naquele momento, o homem se voltou e os olhos de ambos se encontraram.

O rabino se aproximou. Era a sua vez. Olhou fixamente para os olhos que o fitavam e disse baixinho: Gute Morgen, Herr Müeller!

Os olhos do comandante tremeram por um segundo. A seguir, respondeu: Gute Morgen, Herr Rabiner. Estendeu o bastão para a frente. Apontou a direita e gritou: Passe. E o rabino passou para a direita, para a vida.

O rabino jamais pensou que, um dia, a sua vida estaria nas mãos daquele homem simples, que lavrava o campo todos os dias, em sua aldeia.

Mas o cultivo da gentileza, do bom humor, da cortesia lhe salvou a vida. Possivelmente, o rude comandante se recordou dos dias de calor, de sol ardente em que a única voz humana afetuosa que ouvia era a do rabino, com seu sonoro Gute Morgen, Herr Müeller!

Um gesto e uma voz que estavam acima do preconceito e que falavam, em verdade, de uma fraternidade doce e singela que os cristãos aprendem com Jesus.

Confiança

março 9th, 2012

Ele era o pastor de uma pequena comunidade. Dividia seu tempo entre as obrigações da igreja e a profissão de instalador de portas de garagem.

Num jogo amistoso de final de semana, ele sofreu uma queda desastrosa. O raio X revelou um par de fraturas graves.

A tíbia esquerda sofrera uma fratura em espiral e o tornozelo se partira completamente ao meio.

Além da dor terrível, o efeito mais imediato do acidente foi financeiro. Com quatro quilos e meio de gesso na perna e um joelho que não dobrava, ele não podia subir e descer escadas que a atividade profissional exigia.

Em algumas semanas, as poucas economias tinham evaporado. Na igreja, ele ficou limitado a pregar sentado, com a perna apoiada em uma segunda cadeira.

Quando estava se acostumando a mancar, usando muletas, manifestaram-se pedras nos rins. Os médicos acharam que eram pequenas e poderiam ser eliminadas. E o foram, durante três longos dias de muita dor.

Depois de três meses, o médico disse que a perna estava sarando corretamente, mas ainda precisava ser mantida engessada. Mas, agora, outra dor aparecia: do lado direito do peito. Talvez fosse uma espécie de calo, provocado pelo friccionar da muleta.

Ledo engano. O diagnóstico foi câncer de mama. Ele estava com a perna quebrada, tivera pedra nos rins e, agora, câncer de mama (sim, câncer de mama também acomete homens).

Um sentimento de autopiedade envolveu o pastor, por alguns dias, mas, ele prosseguiu nas atividades da igreja, pensando que outras pessoas sofriam muito além do que ele estava sofrendo.

Ele não sabia que a tempestade ainda não terminara. Seu filho de menos de quatro anos apresentou vômitos e febre. O diagnóstico foi gastroenterite e ele pareceu melhorar por uns dias.

Mas, o diagnóstico equivocado exigiu que o menino fosse submetido a duas cirurgias por causa de um apêndice perfurado e o garoto ficou quase à morte. Tudo num período de dezessete intermináveis dias.

Então, o pastor explodiu com Deus: Onde o Senhor está? É assim que trata quem O serve? Quebrei a perna, tive pedras nos rins, sofri uma mastectomia e é assim que o Senhor vai me deixar comemorar o fim do meu tempo das provações: vai levar o meu filho?

Quando o menino retornou sadio aos seus braços e lhe disse que, enquanto estava passando pela segunda cirurgia, fora levado a um lugar que parecia o céu e que estivera com Jesus, o pastor chorou.

Enquanto ele se revoltava contra Deus, gritava e lhe falava com raiva, o Filho de Deus estivera com o seu filho nos braços. Enquanto ele dava mostras de fé abalada, Jesus estava velando por seu menino.

Então, ele compreendeu o grande amor de Deus, que sempre atende as Suas criaturas, mesmo que elas não entendam que a ajuda está chegando, que o auxílio está sendo providenciado.

Esta é apenas uma síntese do livro O Céu é de Verdade, do pastor Todd Burpo que conta a história verdadeira de sua família…

Pensemos nisso, quando as muitas dores nos estiverem maltratando e nos mantenhamos firmes, quando a tempestade se fizer mais intensa.

Estejamos sempre com Deus, afinal, depois da noite escura, sempre raia esplendorosa a madrugada e a manhã logo chega.-

Gentileza

março 7th, 2012

No mundo em que vivemos, em que as pessoas parecem armadas umas contra as outras, em que saem às ruas medrosas, nem sempre os gestos de gentileza se fazem presentes, embora estejam se multiplicando.

Conta-se que um empregado de um frigorífico, na Noruega, certo dia, ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro dela.

Bastaram alguns segundos para sentir a temperatura com seu peso absoluto. Situação indescritível. Congelamento rápido. Chocante. A temperatura em torno de dez graus abaixo de zero foi mais do que sentida em graus. Ela tinha um peso físico e comprimia fisicamente.

O funcionário bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu. Todos já haviam saído para suas casas. Impossível que alguém o pudesse escutar.

O tempo foi passando. Debilitado com o frio insuportável, ele já se preparava para morrer. Que morte tola! – pensava ele. Prisioneiro em uma câmara frigorífica.

Imagens da família, dos amigos passaram-lhe pela memória. O que podia ter feito e não fez. O que não deveria ter feito e agora se arrependia.

Depois de gritar, de recordar, ele se rendeu. Nada mais a esperar senão a morte. Terrível, por congelamento. O frio parecia lhe quebrar os ossos, congelar o sangue nas veias. Dolorido. Penoso.

Então, de repente, a porta se abriu. O vigia da empresa entrou na câmara e o resgatou, ainda com vida.

Depois de salvar a vida do homem, houve quem tivesse a curiosidade de saber por que ele fora abrir a porta da câmara frigorífica, desde que isso não fazia parte da sua rotina de trabalho.

Ele explicou, de forma simples: Trabalho nesta empresa há trinta e cinco anos. Centenas de empregados entram e saem daqui todos os dias. Ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã, ele disse quando chegou: “Bom dia”. Mas, não se despediu de mim, na hora da saída.

Aguardei um tempo pois pensei que ele tivesse se detido em fazer algum trabalho extra. Contudo, como os minutos fossem se somando, de forma rápida, deduzi que algo estava errado.

Fui procurar por ele. A câmara frigorífica foi um local que me acudiu à mente pudesse ele estar. Foi assim que o encontrei.

Como se vê, a gentileza deixa marcas especiais nas criaturas: um gesto repetido todo dia, simples e que, ao demais, deveria ser nossa marca registrada de boas maneiras, salvou a vida de um homem.

Aquele homem era diferente de todos os demais. Ele fazia a diferença na vida do vigia que ficava ali, horas e horas, em seu posto de guarda.

Isso nos diz que o bem sempre faz bem a quem o pratica. Pode ter um retorno rápido, como no fato narrado. Pode ser algo que somente o tempo demonstrará.

O importante a se registrar é que a pessoa gentil cria ao seu redor um halo de tal simpatia, que contagia os demais.

Não esqueçamos disso e promovamos a gentileza em nossa vida. Existem pequenos, simples gestos que dizem muito da nossa formação moral e interferem, positivamente, em muitas vidas.

Por isso, cumprimentemos as pessoas e incorporemos ao nosso vocabulário frases importantes, como: Desculpe-me. Olá, como vai? Obrigado. Por favor.

Palavras simples. Palavras mágicas para criar ambiente de harmonia, nos locais mais diversos.