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13/09/2017 15:23 | Autor: Editor

Mães de vítimas de massacre participam de Simpósio na Unioeste de MCR

Integrantes do Movimento Mães de Maio estão participando do Simpósio de Pesquisa Estado e Poder, no campus da Unioeste de Marechal Cândido Rondon, para relatar a impunidade que marca o massacre de jovens em São Paulo.


Há exatos 11 anos, entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, pelo menos 564 pessoas foram mortas no Estado de São Paulo, a maioria em situações que indicam a participação de policiais.
A maior parte dos casos fazia parte de uma ação de vingança dos agentes de segurança do Estado contra os chamados ataques da facção Primeiro Comando da Capital, que se concentraram nos dois primeiros dias do período.
A chacina daquele ano ficou conhecida como Crimes de Maio, a maior do século 21 e talvez a maior da história do País.
Apenas um agente público foi responsabilizado pelas mortes, mas mesmo condenado, ele responde recurso em liberdade e continua atuando como PM.
O gritante número de assassinatos e o desinteresse da Justiça em punir os responsáveis deu origem ao Movimento “Mães de Maio”, formado principalmente por familiares das vítimas do massacre.
Mais do que Justiça para os próprios filhos, as Mães construíram ao longo dos anos de atuação e luta um movimento social de combate aos crimes do Estado e se transformaram em referência para outras famílias preocupadas com a marcha fúnebre que vitima milhares de pessoas todos os anos no Brasil.
Integrantes do movimento, Débora Maria da Silva e Vera Lúcia Gonzaga dos Santos, residem em Santos, São Paulo, e estão em Marechal Cândido Rondon para participar do 6º Simpósio de Pesquisa Estado e Poder da Unioeste.
Elas afirmam que seus filhos eram trabalhadores, não tinham nenhuma ligação com a criminalidade e foram executados covardemente pela polícia porque, supostamente, teriam sido confundidos com integrantes do PCC.
Hoje, na sequência do evento na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, as “Mães de Maio” revelam seus dramas eternos na busca de Justiça pela morte de vários inocentes vítimas da violência policial...