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25/09/2018 14:57 | Autor: Editor

Peste Suína Africana na Europa e Oriente preocupa o Ministério da Agricultura

MAPA emitiu alerta à órgãos de vigilância sanitária
Uma nova doença ameaça a produção de suínos no Oriente e na Europa, o que fez com que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento amplie as orientações para órgãos de vigilância sanitária no Brasil.
A PSA - Peste Suína Africana - reapareceu com força na China, além de registros em países como Rússia, Bélgica e Japão
A praga é viral e não transmissível aos humanos, mas é altamente infecciosa aos suínos e costuma provocar o sacrifício de todo o plantel nos locais onde é registrada, conforme determinação da Organização Mundial de Saúde Animal.
O gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Rafael Gonçalves Dias, afirma que não há vacina para a PSA e as formas mais virulentas são letais para 100% dos animais infectados.
Ainda em agosto, quando a doença foi identificada na China, autoridades do país sacrificaram mais de 24 mil suínos em quatro províncias.
Houve casos em duas propriedades rurais distantes mais de mil quilômetros.
A nação mais populosa do globo conta também com metade da população de porcos do mundo, com 500 milhões animais, e uma cadeia que envolve de empresas familiares a grandes operadores comerciais.
A preocupação não fica somente para dentro da fronteira chinesa, conforme a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, para quem há temor de que chegue às Coreias, onde o consumo de carne suína também é predominante.
Na Europa, depois de registros de casos em 2014 em nações do Leste Europeu, dois javalis apareceram mortos e infectados na Bélgica no início deste mês, a 60 quilômetros da fronteira com a França.
O que fez com que representantes do bloco econômico passassem a discutir como impedir o livre trânsito da versão selvagem dos porcos por lá.
Segundo a FAO, o principal problema é que o vírus tem a capacidade de sobreviver por longos períodos, seja em clima muito frio ou muito quente.
De acordo com o Mapa, sobrevive nas fezes dos animais por até três meses e em alimentos maturados por até nove meses.
Para evitar a entrada da peste suína no Brasil, o Mapa orienta órgãos de defesa agropecuária, representantes da indústria e comércio, além dos suinocultores, a tomar uma série de medidas preventivas.
Há determinação para o descarte adequado de resíduos alimentares provenientes de aeronaves e navios com origem em países infectados, bem como reforçar a inspeção de bagagens de passageiros em busca de produtos de origem animal, que somente podem ser liberados após confirmada a sanidade.